1 | O insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi evidenciado, crucificado, entre vós? |
2 | Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? |
3 | Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? |
4 | Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. |
5 | Aquele, pois, que vos dá o Espírito, e que opera maravilhas entre vós, fá-lo pelas obras da lei, ou pela pregação da fé? |
6 | Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. |
7 | Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. |
8 | Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as naçöes serão benditas em ti. |
9 | De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão. |
10 | Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. |
11 | E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. |
12 | Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá. |
13 | Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; |
14 | Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito. |
15 | Irmãos, como homem falo; se a aliança de um homem for confirmada, ninguém a anula nem a acrescenta. |
16 | Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. |
17 | Mas digo isto: Que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa. |
18 | Porque, se a herança provém da lei, já não provém da promessa; mas Deus pela promessa a deu gratuitamente a Abraão. |
19 | Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressöes, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita; e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro. |
20 | Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Deus é um. |
21 | Logo, a lei é contra as promessas de Deus? De nenhuma sorte; porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei. |
22 | Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes. |
23 | Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. |
24 | De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fóssemos justificados. |
25 | Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. |
26 | Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. |
27 | Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. |
28 | Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. |
29 | E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa. |
Reflita bem sobre este texto !
A oração é o momento privilegiado do nosso encontro pessoal com Deus. Por meio da oração a nossa vida interior é renovada e fortalecida. "Se verdadeiramente desejais seguir a Cristo, se quereis que vosso amor a Ele cresça e dure, deveis ser assíduos à oração. Ela é a chave da vitalidade do vosso viver em Cristo. Sem a oração vossa fé e vosso amor morrerão". João Paulo II. |
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Gálatas capítulo 3
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Atos capítulo 7
1 | E disse o sumo sacerdote: Porventura é isto assim? |
2 | E ele disse: Homens, irmãos, e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando na Mesopotámia, antes de habitar em Harã, |
3 | E disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela, e dirige-te à terra que eu te mostrar. |
4 | Então saiu da terra dos caldeus, e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora. |
5 | E não lhe deu nela herança, nem ainda o espaço de um pé; mas prometeu que lhe daria a posse dela, e depois dele, à sua descendência, não tendo ele ainda filho. |
6 | E falou Deus assim: Que a sua descendência seria peregrina em terra alheia, e a sujeitariam à escravidão, e a maltratariam por quatrocentos anos. |
7 | E eu julgarei a nação que os tiver escravizado, disse Deus. E depois disto sairão e me servirão neste lugar. |
8 | E deu-lhe a aliança da circuncisão; e assim gerou a Isaque, e o circuncidou ao oitavo dia; e Isaque a Jacó; e Jacó aos doze patriarcas. |
9 | E os patriarcas, movidos de inveja, venderam José para o Egito; mas Deus era com ele. |
10 | E livrou-o de todas as suas tribulaçöes, e lhe deu graça e sabedoria ante Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador sobre o Egito e toda a sua casa. |
11 | Sobreveio então a todo o país do Egito e de Canaã fome e grande tribulação; e nossos pais não achavam alimentos. |
12 | Mas tendo ouvido Jacó que no Egito havia trigo, enviou ali nossos pais, a primeira vez. |
13 | E na segunda vez foi José conhecido por seus irmãos, e a sua linhagem foi manifesta a Faraó. |
14 | E José mandou chamar a seu pai Jacó, e a toda a sua parentela, que era de setenta e cinco almas. |
15 | E Jacó desceu ao Egito, e morreu, ele e nossos pais; |
16 | E foram transportados para Siquém, e depositados na sepultura que Abraão comprara por certa soma de dinheiro aos filhos de Emor, pai de Siquém. |
17 | Aproximando-se, porém, o tempo da promessa que Deus tinha feito a Abraão, o povo cresceu e se multiplicou no Egito; |
18 | Até que se levantou outro rei, que não conhecia a José. |
19 | Esse, usando de astúcia contra a nossa linhagem, maltratou nossos pais, a ponto de os fazer enjeitar as suas crianças, para que não se multiplicassem. |
20 | Nesse tempo nasceu Moisés, e era mui formoso, e foi criado três meses em casa de seu pai. |
21 | E, sendo enjeitado, tomou-o a filha de Faraó, e o criou como seu filho. |
22 | E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras. |
23 | E, quando completou a idade de quarenta anos, veio-lhe ao coração ir visitar seus irmãos, os filhos de Israel. |
24 | E, vendo maltratado um deles, o defendeu, e vingou o ofendido, matando o egípcio. |
25 | E ele cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus lhes havia de dar a liberdade pela sua mão; mas eles não entenderam. |
26 | E no dia seguinte, pelejando eles, foi por eles visto, e quis levá-los à paz, dizendo: Homens, sois irmãos; por que vos agravais um ao outro? |
27 | E o que ofendia o seu próximo o repeliu, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz sobre nós? |
28 | Queres tu matar-me, como ontem mataste o egípcio? |
29 | E a esta palavra fugiu Moisés, e esteve como estrangeiro na terra de Midiã, onde gerou dois filhos. |
30 | E, completados quarenta anos, apareceu-lhe o anjo do Senhor no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo no meio de uma sarça. |
31 | Então Moisés, quando viu isto, se maravilhou da visão; e, aproximando-se para observar, foi-lhe dirigida a voz do Senhor, |
32 | Dizendo: Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés, todo trêmulo, não ousava olhar. |
33 | E disse-lhe o Senhor: Tira as alparcas dos teus pés, porque o lugar em que estás é terra santa. |
34 | Tenho visto atentamente a aflição do meu povo que está no Egito, e ouvi os seus gemidos, e desci a livrá-los. Agora, pois, vem, e enviar-te-ei ao Egito. |
35 | A este Moisés, ao qual haviam negado, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz? a este enviou Deus como príncipe e libertador, pela mão do anjo que lhe aparecera na sarça. |
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
malaquias capítulo 4
1 | Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo. |
2 | Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria. |
3 | E pisareis os ímpios, porque se farão cinza debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que estou preparando, diz o SENHOR dos Exércitos. |
4 | Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos. |
5 | Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR; |
6 | E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição. |
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Evangélio de Marcos capítulo 13
1 | E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios! |
2 | E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada. |
3 | E, assentando-se ele no Monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João e André lhe perguntaram em particular: |
4 | Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir. |
5 | E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Olhai que ninguém vos engane; |
6 | Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. |
7 | E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim. |
8 | Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes e tribulaçöes. Estas coisas são os princípios das dores. |
9 | Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho. |
10 | Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as naçöes. |
11 | Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. |
12 | E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer. |
13 | E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo. |
14 | Ora, quando vós virdes a abominação do assolamento, que foi predito por Daniel o profeta, estar onde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes. |
15 | E o que estiver sobre o telhado não desça para casa, nem entre a tomar coisa alguma de sua casa; |
16 | E o que estiver no campo não volte atrás, para tomar as suas vestes. |
17 | Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias! |
18 | Orai, pois, para que a vossa fuga não suceda no inverno. |
19 | Porque naqueles dias haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá. |
20 | E, se o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos eleitos que escolheu, abreviou aqueles dias. |
21 | E então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo; ou: Ei-lo ali; não acrediteis. |
22 | Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos. |
23 | Mas vós vede; eis que de antemão vos tenho dito tudo. |
24 | Ora, naqueles dias, depois daquela aflição, o sol se escurecerá, e a lua não dará a sua luz. |
25 | E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão nos céus serão abaladas. |
26 | E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória. |
27 | E ele enviará os seus anjos, e ajuntará os seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu. |
28 | Aprendei, pois, a parábola da figueira: Quando já o seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que já está próximo o verão. |
29 | Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já está perto, às portas. |
30 | Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam. |
31 | Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. |
32 | Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai. |
33 | Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo. |
34 | E como se um homem, partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse. |
35 | Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, |
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Lamentações capítulo I
1 | Como está sentada solitária aquela cidade, antes tão populosa! Tornou-se como viúva, a que era grande entre as naçöes! A que era princesa entre as províncias, tornou-se tributária! |
2 | Chora amargamente de noite, e as suas lágrimas lhe correm pelas faces; não tem quem a console entre todos os seus amantes; todos os seus amigos se houveram aleivo-samente com ela, tornaram-se seus inimigos. |
3 | Judá passou em cativeiro por causa da aflição, e por causa da grande servidão; ela habita entre os gentios, não acha descanso; todos os seus perseguidores a alcançam entre as suas dificuldades. |
4 | Os caminhos de Sião pranteiam, porque não há quem venha à festa solene; todas as suas portas estão desoladas; os seus sacerdotes suspiram; as suas virgens estão tristes, e ela mesma tem amargura. |
5 | Os seus adversários têm sido feitos chefes, os seus inimigos prosperam; porque o SENHOR a afligiu, por causa da multidão das suas transgressöes; os seus filhinhos foram para o cativeiro na frente do adversário. |
6 | E da filha de Sião já se foi toda a sua formosura; os seus príncipes ficaram sendo como corços que não acham pasto e caminham sem força adiante do perseguidor. |
7 | Lembra-se Jerusalém, nos dias da sua aflição e dos seus exílios, de todas as suas mais queridas coisas, que tivera desde os tempos antigos; quando caía o seu povo na mão do adversário, e não havia quem a socorresse; os adversários a viram, e fizeram escárnio da sua ruína. |
8 | Jerusalém gravemente pecou, por isso se fez errante; todos os que a honravam, a desprezaram, porque viram a sua nudez; ela também suspira e volta para trás. |
9 | A sua imundícia está nas suas saias; nunca se lembrou do seu fim; por isso foi pasmosamente abatida, não tem consolador; vê, SENHOR, a minha aflição, porque o inimigo se tem engrandecido. |
10 | Estendeu o adversário a sua mão a todas as coisas mais preciosas dela; pois ela viu entrar no seu santuário os gentios, acerca dos quais mandaste que não entrassem na tua congregação. |
11 | Todo o seu povo anda suspirando, buscando o pão; deram as suas coisas mais preciosas a troco de mantimento para restaurarem a alma; vê, SENHOR, e contempla, que sou desprezível. |
12 | Não vos comove isto a todos vós que passais pelo caminho? Atendei, e vede, se há dor como a minha dor, que veio sobre mim, com que o SENHOR me afligiu, no dia do furor da sua ira. |
13 | Desde o alto enviou fogo a meus ossos, o qual se assenhoreou deles; estendeu uma rede aos meus pés, fez-me voltar para trás, fez-me assolada e enferma todo o dia. |
14 | O jugo das minhas transgressöes está atado pela sua mão; elas estão entretecidas, subiram sobre o meu pescoço, e ele abateu a minha força; entregou-me o Senhor nas mãos daqueles a quem não posso resistir. |
15 | O Senhor atropelou todos os meus poderosos no meio de mim; convocou contra mim uma assembléia, para esmagar os meus jovens; o Senhor pisou como num lagar a virgem filha de Judá. |
16 | Por estas coisas eu ando chorando; os meus olhos, os meus olhos se desfazem em águas; por-que se afastou de mim o consolador que devia restaurar a minha alma; os meus filhos estão assolados, porque prevaleceu o inimigo. |
17 | Estende Sião as suas mãos, não há quem a console; mandou o SENHOR acerca de Jacó que lhe fossem inimigos os que estão em redor dele; Jerusalém é entre eles como uma mulher imunda. |
18 | Justo é o SENHOR, pois me rebelei contra o seu mandamento; ouvi, pois, todos os povos, e vede a minha dor; as minhas virgens e os meus jovens foram levados para o cativeiro. |
19 | Chamei os meus amantes, mas eles me enganaram; os meus sacerdotes e os meus anciãos expiraram na cidade; enquanto buscavam para si mantimento, para restaurarem a sua alma. |
20 | Olha, SENHOR, porque estou angustiada; turbadas estão as minhas entranhas; o meu coração está transtornado dentro de mim, porque gravemente me rebelei; fora me desfilhou a espada, em casa está a morte. |
21 | Ouviram que eu suspiro, mas não tenho quem me console; todos os meus inimigos que souberam do meu mal folgam, porque tu o fizeste; mas, em trazendo tu o dia que apregoaste, serão como eu. |
22 | Venha toda a sua maldade diante de ti, e faze-lhes como me fizeste a mim por causa de todas as minhas transgressöes; porque os meus suspiros são muitos, e o meu coração está desfalecido. |
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
II Timóteo capítulo 2
1 | Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. |
2 | E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idóneos para também ensinarem os outros. |
3 | Sofre, pois, comigo, as afliçöes, como bom soldado de Jesus Cristo. |
4 | Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. |
5 | E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente. |
6 | O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos. |
7 | Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo. |
8 | Lembra-te de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dentre os mortos, segundo o meu evangelho; |
9 | Por isso sofro trabalhos e até prisöes, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa. |
10 | Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna. |
11 | Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; |
12 | Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; |
13 | Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo. |
14 | Traze estas coisas à memória, ordenando-lhes diante do Senhor que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam e são para perversão dos ouvintes. |
15 | Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. |
16 | Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. |
17 | E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto; |
18 | Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns. |
19 | Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade. |
20 | Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. |
21 | De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idóneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra. |
22 | Foge também das paixöes da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor. |
23 | E rejeita as questöes loucas, e sem instrução, sabendo que produzem contendas. |
24 | E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; |
25 | Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade, |
26 | E tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos. |
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Êxodo capítulo 10
1 | Depois disse o SENHOR a Moisés: Vai a Faraó, porque tenho endurecido o seu coração, e o coração de seus servos, para fazer estes meus sinais no meio deles, |
2 | E para que contes aos ouvidos de teus filhos, e dos filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito, e os meus sinais, que tenho feito entre eles; para que saibais que eu sou o SENHOR. |
3 | Assim foram Moisés e Arão a Faraó, e disseram-lhe: Assim diz o SENHOR Deus dos hebreus: Até quando recusarás humilhar-te diante de mim? Deixa ir o meu povo para que me sirva; |
4 | Porque se ainda recusares deixar ir o meu povo, eis que trarei amanhã gafanhotos aos teus termos. |
5 | E cobrirão a face da terra, de modo que não se poderá ver a terra; e eles comerão o restante que escapou, o que vos ficou da saraiva; também comerão toda a árvore que vos cresce no campo; |
6 | E encherão as tuas casas, e as casas de todos os teus servos e as casas de todos os egípcios, quais nunca viram teus pais, nem os pais de teus pais, desde o dia em que se acharam na terra até o dia de hoje. E virou-se, e saiu da presença de Faraó. |
7 | E os servos de Faraó disseram-lhe: Até quando este homem nos há de ser por laço? Deixa ir os homens, para que sirvam ao SENHOR seu Deus; ainda não sabes que o Egito está destruído? |
8 | Então Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele disse-lhes: Ide, servi ao SENHOR vosso Deus. Quais são os que hão de ir? |
9 | E Moisés disse: Havemos de ir com os nossos jovens, e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao SENHOR. |
10 | Então ele lhes disse: Seja o SENHOR assim convosco, como eu vos deixarei ir a vós e a vossos filhos; olhai que há mal diante da vossa face. |
11 | Não será assim; agora ide vós, homens, e servi ao SENHOR; pois isso é o que pedistes. E os expulsaram da presença de Faraó. |
12 | Então disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão sobre a terra do Egito para que os gafanhotos venham sobre a terra do Egito, e comam toda a erva da terra, tudo o que deixou a saraiva. |
13 | Então estendeu Moisés sua vara sobre a terra do Egito, e o SENHOR trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; e aconteceu que pela manhã o vento oriental trouxe os gafanhotos. |
14 | E vieram os gafanhotos sobre toda a terra do Egito, e assentaram-se sobre todos os termos do Egito; tão numerosos foram que, antes destes nunca houve tantos, nem depois deles haverá. |
15 | Porque cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; e comeram toda a erva da terra, e todo o fruto das árvores, que deixara a saraiva; e não ficou verde algum nas árvores, nem na erva do campo, em toda a terra do Egito. |
16 | Então Faraó se apressou a chamar a Moisés e a Arão, e disse: Pequei contra o SENHOR vosso Deus, e contra vós. |
17 | Agora, pois, peço-vos que perdoeis o meu pecado somente desta vez, e que oreis ao SENHOR vosso Deus que tire de mim somente esta morte. |
18 | E saiu da presença de Faraó, e orou ao SENHOR. |
19 | Então o SENHOR trouxe um vento ocidental fortíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; não ficou um só gafanhoto em todos os termos do Egito. |
20 | O SENHOR, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel. |
21 | Então disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, trevas que se apalpem. |
22 | E Moisés estendeu a sua mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por três dias. |
23 | Não viu um ao outro, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; mas todos os filhos de Israel tinham luz em suas habitaçöes. |
24 | Então Faraó chamou a Moisés, e disse: Ide, servi ao SENHOR; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças. |
25 | Moisés, porém, disse: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao SENHOR nosso Deus. |
26 | E também o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará; porque daquele havemos de tomar, para servir ao SENHOR nosso Deus; porque não sabemos com que havemos de servir ao SENHOR, até que cheguemos lá. |
27 | O SENHOR, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não os quis deixar ir. |
28 | E disse-lhe Faraó: Vai-te de mim, guarda-te que não mais vejas o meu rosto; porque no dia em que vires o meu rosto, morrerás. |
29 | E disse Moisés: Bem disseste; eu nunca mais verei o teu rosto. |
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Daniel capítulo 3
1 | O rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta cóvados, e a sua largura de seis cóvados; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilónia. |
2 | Então o rei Nabucodonosor mandou reunir os príncipes, os prefeitos, os governadores, os conselheiros, os tesoureiros, os juízes, os capitães, e todos os oficiais das províncias, para que viessem à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado. |
3 | Então se reuniram os príncipes, os prefeitos e governadores, os capitães, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, e todos os oficiais das províncias, à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado. |
4 | E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, naçöes e línguas: |
5 | Quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, prostrar-vos-eis, e adorareis a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado. |
6 | E qualquer que não se prostrar e não a adorar, será na mesma hora lançado dentro da fornalha de fogo ardente. |
7 | Portanto, no mesmo instante em que todos os povos ouviram o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério e de toda a espécie de música, prostraram-se todos os povos, naçöes e línguas, e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado. |
8 | Por isso, no mesmo instante chegaram perto alguns caldeus, e acusaram os judeus. |
9 | E responderam, dizendo ao rei Nabucodonosor: O rei, vive eternamente! |
10 | Tu, ó rei, fizeste um decreto, pelo qual todo homem que ouvisse o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, e da gaita de foles, e de toda a espécie de música, se prostrasse e adorasse a estátua de ouro; |
11 | E, qualquer que não se prostrasse e adorasse, seria lançado dentro da fornalha de fogo ardente. |
12 | Há uns homens judeus, os quais constituíste sobre os negócios da província de Babilónia: Sadraque, Mesaque e Abednego; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem adoram a estátua de ouro que levantaste. |
13 | Então Nabucodonosor, com ira e furor, mandou trazer a Sadraque, Mesaque e Abednego. E trouxeram a estes homens perante o rei. |
14 | Falou Nabucodonosor, e lhes disse: É de propósito, ó Sadraque, Mesaque e Abednego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei? |
15 | Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se não a adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro da fornalha de fogo ardente. E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos? |
16 | Responderam Sadraque, Mesaque e Abednego, e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio. |
17 | Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. |
18 | E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste. |
19 | Então Nabucodonosor se encheu de furor, e mudou-se o aspecto do seu semblante contra Sadraque, Mesaque e Abednego; falou, e ordenou que a fornalha se aquecesse sete vezes mais do que se costumava aquecer. |
20 | E ordenou aos homens mais poderosos, que estavam no seu exército, que atassem a Sadraque, Mesaque e Abednego, para lançá-los na fornalha de fogo ardente. |
21 | Então estes homens foram atados, vestidos com as suas capas, suas túnicas, e seus chapéus, e demais roupas, e foram lançados dentro da fornalha de fogo ardente. |
22 | E, porque a palavra do rei era urgente, e a fornalha estava sobremaneira quente, a chama do fogo matou aqueles homens que carregaram a Sadraque, Mesaque, e Abednego. |
23 | E estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abednego, caíram atados dentro da fornalha de fogo ardente. |
24 | Então o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa; falou, dizendo aos seus conselheiros: Não lançamos nós, dentro do fogo, três homens atados? Responderam e disseram ao rei: É verdade, ó rei. |
25 | Respondeu, dizendo: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante ao Filho de Deus. |
26 | Então chegando-se Nabucodonosor à porta da fornalha de fogo ardente, falou, dizendo: Sadraque, Mesaque e Abednego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então Sadraque, Mesaque e Abednego saíram do meio do fogo. |
27 | E reuniram-se os príncipes, os capitães, os governadores e os conselheiros do rei e, contemplando estes homens, viram que o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos; nem um só cabelo da sua cabeça se tinha queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de fogo tinha passado sobre eles. |
28 | Falou Nabucodonosor, dizendo: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, que enviou o seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois violaram a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, senão o seu Deus. |
29 | Por mim, pois, é feito um decreto, pelo qual todo o povo, e nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas um monturo; porquanto não há outro Deus que possa livrar como este. |
30 | Então o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abednego, na província de Babilónia. |
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Provérbio capítulo 27
1 | Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que ele trará. |
2 | Que um outro te louve, e não a tua própria boca; o estranho, e não os teus lábios. |
3 | A pedra é pesada, e a areia é espessa; porém a ira do insensato é mais pesada que ambas. |
4 | O furor é cruel e a ira impetuosa, mas quem poderá enfrentar a inveja? |
5 | Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. |
6 | Leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos. |
7 | A alma farta pisa o favo de mel, mas para a alma faminta todo amargo é doce. |
8 | Qual a ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe da sua morada. |
9 | O óleo e o perfume alegram o coração; assim o faz a doçura do amigo pelo conselho cordial. |
10 | Não deixes o teu amigo, nem o amigo de teu pai; nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade; melhor é o vizinho perto do que o irmão longe. |
11 | Sê sábio, filho meu, e alegra o meu coração, para que tenha alguma coisa que responder àquele que me desprezar. |
12 | O avisado vê o mal e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena. |
13 | Quando alguém fica por fiador do estranho, toma-lhe até a sua roupa, e por penhor àquele que se obriga pela mulher estranha. |
14 | O que, pela manhã de madrugada, abençoa o seu amigo em alta voz, lho será imputado por maldição. |
15 | O gotejar contínuo em dia de grande chuva, e a mulher contenciosa, uma e outra são semelhantes; |
16 | Tentar moderá-la será como deter o vento, ou como conter o óleo dentro da sua mão direita. |
17 | Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo. |
18 | O que cuida da figueira comerá do seu fruto; e o que atenta para o seu senhor será honrado. |
19 | Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem. |
20 | Como o inferno e a perdição nunca se fartam, assim os olhos do homem nunca se satisfazem. |
21 | Como o crisol é para a prata, e o forno para o ouro, assim o homem é provado pelos louvores. |
22 | Ainda que repreendas o tolo como quem bate o trigo com a mão de gral entre grãos pilados, não se apartará dele a sua estultícia. |
23 | Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; pöe o teu coração sobre os teus rebanhos, |
24 | Porque o tesouro não dura para sempre; e durará a coroa de geração em geração? |
25 | Quando brotar a erva, e aparecerem os renovos, e se juntarem as ervas dos montes, |
26 | Então os cordeiros serão para te vestires, e os bodes para o preço do campo; |
27 | E a abastança do leite das cabras para o teu sustento, para sustento da tua casa e para sustento das tuas servas. |
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Hebreus capítulo 9
1 | Ora, também a primeira tinha ordenanças de culto divino, e um santuário terrestre. |
2 | Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candelabro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o santuário. |
3 | Mas depois do segundo véu estava o tabernáculo que se chama o santo dos santos, |
4 | Que tinha o incensário de ouro, e a arca da aliança, coberta de ouro toda em redor; em que estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas da aliança; |
5 | E sobre a arca os querubins da glória, que faziam sombra no propiciatório; das quais coisas não falaremos agora particularmente. |
6 | Ora, estando estas coisas assim preparadas, a todo o tempo entravam os sacerdotes no primeiro tabernáculo, cumprindo os serviços; |
7 | Mas, no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo; |
8 | Dando nisto a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do santuário não estava descoberto enquanto se conservava em pé o primeiro tabernáculo, |
9 | Que é uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz o serviço; |
10 | Consistindo somente em comidas, e bebidas, e várias abluçöes e justificaçöes da carne, impostas até ao tempo da correção. |
11 | Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, |
12 | Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. |
13 | Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne, |
14 | Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? |
15 | E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressöes que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna. |
16 | Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador. |
17 | Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive? |
18 | Por isso também o primeiro não foi consagrado sem sangue; |
19 | Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissope, e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo, |
20 | Dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus vos tem mandado. |
21 | E semelhantemente aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os vasos do ministério. |
22 | E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão. |
23 | De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes. |
24 | Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; |
25 | Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio; |
26 | De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. |
27 | E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, |
28 | Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação. |
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Neemias capítulo 8
1 | E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel. |
2 | E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês. |
3 | E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei. |
4 | E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão. |
5 | E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pós em pé. |
6 | E Esdras louvou ao SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao SENHOR, com os rostos em terra. |
7 | E Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu lugar. |
8 | E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse. |
9 | E Neemias, que era o governador, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao SENHOR vosso Deus, então não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei. |
10 | Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porçöes aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do SENHOR é a vossa força. |
11 | E os levitas fizeram calar a todo o povo, dizendo: Calai-vos; porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais. |
12 | Então todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porçöes e a fazer grande regozijo; porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber. |
13 | E no dia seguinte ajuntaram-se os chefes dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, a Esdras, o escriba; e isto para atentarem nas palavras da lei. |
14 | E acharam escrito na lei que o SENHOR ordenara, pelo ministério de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês. |
15 | Assim publicaram, e fizeram passar pregão por todas as suas cidades, e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte, e trazei ramos de oliveiras, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito. |
16 | Saiu, pois, o povo, e os trouxeram, e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, nos seus pátios, e nos átrios da casa de Deus, na praça da porta das águas, e na praça da porta de Efraim. |
17 | E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fizeram cabanas, e habitaram nas cabanas, porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Josué, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria. |
18 | E, de dia em dia, Esdras leu no livro da lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro; e celebraram a solenidade da festa sete dias, e no oitavo dia, houve uma assembléia solene, segundo o rito. |
Assinar:
Postagens (Atom)