Os Santos Apóstolos, quando escreveram a vida e os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, não citaram quaisquer características sobre sua aparência. Para eles, o importante era fixar os seus ensinamentos.
Na Igreja Oriental existe a crença sobre o ícone do rosto do Salvador. De acordo com ela, o artista enviado pelo rei Avgar tentou várias vezes, sem sucesso, retratar a face de Jesus. Então Jesus chamou o artista, pegou sua tela e ao encostá-la contra Sua face, nesta ficou impressa a Sua imagem. Tendo recebido esta imagem de seu artista, o rei Avgar curou-se de lepra. A partir daí, esta milagrosa imagem do Salvador tornou-se famosa na Igreja Oriental e dela se faziam várias cópias. Existem registros sobre a imagem original em relatos do historiador armênio Moisés Xorenski, do historiador grego Evaghi e de São João Damasceno.
Na Igreja Ocidental existe a crença da imagem de Santa Verônica, a qual teria dado um pano a Jesus quando Este se dirigia ao Gólgota, para que Ele limpasse o suor de Seu rosto. Neste pano teria ficado a imagem de Seu rosto e, posteriormente, este pano teria sido levado ao Ocidente.
Na Igreja Ortodoxa é hábito representar o Salvador em ícones e afrescos. Estas representações não têm por objetivo retratar fielmente a Sua aparência. Elas servem para lembrar-nos, simbolicamente, elevando nosso pensamento para Aquele que está representado. Visualizando a imagem do Salvador, nós nos lembramos de Sua vida, de Sua paixão, de Seus milagres e ensinamentos. Lembramo-nos de como Ele, Onipresente, está conosco, vendo nossas dificuldades e ajudando-nos. Isto eleva nosso pensamento a orar: "Jesus, Filho de Deus, Tem Piedade de Nós!"
A imagem do Salvador também está registrada no "Sudário de Turim." Um lençol que teria servido de mortalha para o corpo de Jesus retirado da Cruz. Visualizar a imagem registrada no Sudário se tornou possível em tempos relativamente recentes, com o auxílio da fotografia e da tecnologia dos computadores. As imagens obtidas com estas tecnologias possuem uma espantosa semelhança com alguns antigos ícones bizantinos (estas semelhanças, às vezes, atingem 45 ou até 60 pontos, o que na opinião dos especialistas não pode ser considerado casualidade). Estudando o Sudário de Turim os especialistas concluíram que nele está a imagem em negativo de um homem de cerca de 30 anos, com uma altura de 1,81cm e de grande complexão física (o que é muito mais que a média de seus contemporâneos).
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